São Paulo, 26 - Os mercados internacionais iniciaram a última semana de outubro em alta, após a fraqueza da semana passada ter interrompido uma sequência de ganhos nos Estados Unidos. Na Europa, as bolsas sobem, embaladas pelos setores automotivo e químico, embora pressionadas pelo anúncio de reestruturação da financeira do conglomerado ING. O grupo anunciou a cisco de seus negócios e que colocará venda sua unidade de seguros. Também fará uma subscrição de direitos de 7,5 bilhões de euros (US$ 11,3 bilhões) para levantar recursos para pagar um empréstimo do governo holandês. A temporada de balanços segue a todo vapor e os indicadores econômicos norte-americanos ganham relevância, com destaque para o dado preliminar do PIB do terceiro trimestre dos EUA, na quinta-feira, que deverá apontar o fim da recessão na maior economia do mundo. Na ásia, o crescimento do PIB da Coreia do Sul no terceiro trimestre deste ano foi o melhor desde 2002 e impulsionou as bolsas da região. J� o petr�leo recuava, diante do arrefecimento da tens�o sobre a oferta do �leo na Nig�ria. No mercado de moedas, o d�lar ca�a ante o euro e o iene, depois de o jornal oficial do Banco Popular da China (o banco central chin�s) sinalizar que o pa�s poder� reduzir suas reservas em d�lar, elevando as preocupa��es do status global da moeda norte-americana.
Balan�os e dados dos EUA dividem aten��es da semana - A temporada de balan�os do terceiro trimestre deste ano prossegue e traz a divulga��o de resultados de mais quatro componentes do �ndice Dow Jones - Verizon, ExxonMobil, Chevron e Procter & Gamble - e mais de um quarto das companhias do S&P 500. Destaque para os resultados da empresa de telecomunica��es Verizon, que saem nesta segunda-feira, e as maiores companhias de petr�leo: ConocoPhillips, na quarta-feira, ExxonMobil, na quinta-feira, e Chevron, na sexta-feira. Entre os indicadores econ�micos, o dado mais esperado � a preliminar do PIB dos EUA no terceiro trimestre, na quinta-feira. Antes, saem os �ndices de confian�a e de sentimento do consumidor (outubro). A semana come�a com o �ndice nacional de atividade do Fed de Chicago, que tamb�m divulga nesta segunda-feira seu �ndice de atividade industrial regional do Meio-Oeste, ambos de setembro.
Ata do Copom, balan�o da Vale, dados da ind�stria, super�vit prim�rio e �ndices de infla��o s�o destaques na agenda nacional da semana - A semana � cheia de dados importantes do Brasil para o mercado financeiro. Na quarta-feira (28), a Vale anuncia seu balan�o trimestral ap�s o fechamento dos neg�cios. Na quinta-feira (29), a ata do Copom agu�a o interesse do mercado por pistas quanto ao horizonte para a alta da Selic, ao mesmo tempo em que pode trazer refor�o aos alertas sobre impulsos fiscais, tal como aconteceu com o �ltimo relat�rio de infla��o do BC, e quem sabe, uma avalia��o sobre a cobran�a do IOF � entrada de capitais, iniciativa do Minist�rio da Fazenda. Dados sobre ind�stria est�o espalhados por tr�s dias: hoje (�ndice de Confian�a do Empres�rio Industrial, da CNI), amanh� (INA da Fiesp); e quarta-feira (Sondagem da Ind�stria, da FGV). N�meros de infla��o s�o divididos em dois dias, amanh� (terceira pr�via do IPC-Fipe) e quinta-feira (IGP-M de outubro). Na sexta-feira ser� divulgado o resultado do setor p�blico consolidado de setembro, que dever� ser antecedido, na ter�a, pelo resultado do governo central. Al�m disso, tem n�meros de cr�dito de setembro, amanh�.
Precifica��o da abertura de capital da Cetip - A demanda do mercado por ofertas de a��es tem hoje, quando ser� definido o pre�o por a��o da abertura de capital da Cetip, o primeiro grande teste ap�s a decis�o do governo de taxar em 2% a entrada de capital estrangeiro aplicado em renda fixa e vari�vel. A empresa, que concentra o registro e as negocia��es com t�tulos e derivativos n�o negociados em bolsa - o chamado mercado de balc�o - far� a terceira oferta inicial (IPO) do ano, que pode movimentar at� R$ 1,152 bilh�o. A Cetip, assim como a BM&FBovespa, tem o seu neg�cio diretamente afetado pela taxa��o do capital externo com IOF.
Focus traz proje��o de IPCA 2010 subindo para centro da meta - O principal destaque na pesquisa Focus divulgada hoje foi a alta das proje��es do IPCA 2010 para o centro da meta de infla��o. As estimativas subiram de 4,41% para 4,50%, exatamente o centro da meta. Na proje��o das institui��es que comp�em o Top 5, no cen�rio de m�dio prazo, o IPCA para 2010 j� estava acima do centro da meta antes da pesquisa divulgada hoje e foi mantido em 4,70%. Na mediana das proje��es de todos os analistas da Focus, nada mudou para a Selic ao final do ano que vem, que permaneceu em 10,50%.
Weg: lucro l�quido cai 4,2% no 3� trimestre para R$ 160,1 milh�es - A Weg, fabricante de motores el�tricos e equipamentos, registrou no terceiro trimestre deste ano lucro l�quido de R$ 160,103 milh�es, o que representa uma queda de 4,2% ante o mesmo per�odo do ano passado. A receita operacional l�quida teve um recuo de 13,7% na compara��o entre terceiros trimestres, para R$ 1,055 bilh�o. O Ebitda, por sua vez, de R$ 254,840 milh�es, foi 15,1% inferior ao 3� trimestre de 2008. A margem Ebitda foi de 24,1%, menor em 0,4 pontos percentuais que no 3� trimestre de 2008.
IPC-S mostra estabilidade na infla��o de S�o Paulo - A infla��o no varejo em S�o Paulo apresenta estabilidade, segundo informou h� pouco a Funda��o Get�lio Vargas. O �ndice de Pre�os ao Consumidor - Semanal (IPC-S) passou de 0,06% para 0,0% (est�vel) na capital paulista, entre a segunda e a terceira quadrissemana de outubro. Ainda de acordo com a funda��o, das sete capitais pesquisadas para c�lculo do �ndice, quatro apresentaram taxas de infla��o menos intensas, ou defla��o mais forte, no mesmo per�odo.
Veja abaixo outros dados da agenda nacional e detalhes sobre o comportamento do mercado internacional neste in�cio do dia:
BC divulga pesquisa Focus �s 8h30 - O Banco Central divulga, �s 8h30, a pesquisa semanal Focus, com as medianas das expectativas dos analistas do mercado de 80 institui��es financeiras do Pa�s para os principais indicadores macroecon�micos.
Henrique Meirelles abre semin�rio �s 9 horas, no Rio - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, participa de abertura do Semin�rio sobre Resolu��o de Fal�ncia de Institui��es Financeiras, promovido pelo BC, a partir das 9 horas no hotel JW Marriot, no Rio.
Brasil Ecodiesel e Marfrig divulgam balan�o - Brasil Ecodiesel e Marfrig divulgam os resultados do terceiro trimestre ap�s o fechamento.
CNI divulga �ndice de confian�a do empres�rio �s 11 h - A Confedera��o Nacional da Ind�stria (CNI) informa, �s 11 horas, os dados da pesquisa �ndice de Confian�a do Empres�rio Industrial na terceira semana de outubro.
Mantega recebe Luiza Helena Trajano (IDV) para conversa sobre IPI da linha branca - A presidente do Instituto para Desenvolvimento (IDV), Luiza Helena Trajano, ter� reuni�o �s 10h30 com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em S�o Paulo. O IDV vem defendendo junto ao governo a prorroga��o da redu��o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos da linha branca - geladeiras, fog�es, m�quinas de lavar e tanquinhos -, que est� prevista para terminar no dia 31.
Dilma faz palestra sobre pr�-sal - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, faz �s 18h em S�o Bernardo do Campo (SP) a palestra “Pr�-Sal e o Futuro do Pa�s”, dentro da programa��o do “F�rum de Temas Nacionais” promovido pela Associa��o dos Dirigentes de Vendas e Empreendedores do Brasil (Adveb).
Assembleia da Santelisa - Ap�s dois adiamentos, ser� realizada hoje a assembleia de acionistas da Santelisa Vale que definir� a incorpora��o da companhia sucroalcooleira pela Louis Dreyfus Commodities (LDC).
Ale e Chevron anunciam parceria �s 10h30 - Companhias do setor de combust�veis, a brasileira Ale e a norte-americana Chevron anunciam parceria de neg�cios, em coletiva �s 10h30, no Rio.
Mercados externos iniciam semana em clima tranquilo
Futuros de NY e bolsas europeias sobem - Os �ndices futuros em Wall Street operavam em alta nesta manh�, sinalizando uma recupera��o dos mercados � vista, depois de interromperem uma sequ�ncia de duas semanas de alta e o Dow Jones encerrar a semana abaixo da marca psicol�gica dos 10 mil pontos. Na Europa, as bolsas sobem pela primeira vez em tr�s sess�es, embaladas pelas montadoras (Renault subia 1,4% mais cedo) e ind�strias qu�micas (AKzo Nobel tinha +2% em Amsterd�). ING (-3,7% h� instantes) era o contrapeso, ap�s o banco anunciar uma subscri��o de direitos aos acionistas, em uma tentativa de pagar a ajuda financeira feita pelo governo da Holanda. O ING informou tamb�m que deve anunciar um lucro de 750 milh�es de euros excluindo itens especiais, ante perdas de 658 milh�es de euros um ano antes. �s 8h41, o futuro do S&P 500 subia 0,44% e o futuro do Nasdaq 100 tinha alta de 0,43%. Londres avan�ava 0,36%, Paris ganhava 0,58% e Frankfurt tinha alta de 0,70%.
Petr�leo cai, de olho em tens�o na Nig�ria - O contrato futuro do petr�leo WTI operava em queda, mas ainda na casa dos US$ 80 o barril, em meio a um al�vio com as preocupa��es com fornecimento na Nig�ria, ap�s o principal grupo de militantes do pa�s, o MEND, anunciar um cessar-fogo nos atentados a oleodutos da regi�o por um per�odo indeterminado, como intuito de sentar para negociar com o governo local. Operadores tamb�m disseram que os investidores embolsavam lucros, depois de os pre�os do �leo subirem na semana passada. �s 8h23, o contato para dezembro do petr�leo WTI ca�a 0,37%, a US$ 80,20 o barril.
Petrobras deve processar �leo mais leve no Jap�o - O presidente da Petrobras, Jos� S�rgio Gabrielli, disse hoje no Jap�o que a estatal petrol�fera deve processar, em sua refinaria em Okinawa, petr�leo mais leve que o originalmente planejado. A diferen�a entre os pre�os do petr�leo pesado e o leve foi reduzida desde o �ltimo outono (no hemisf�rio norte), o que permitiu um uso melhor da refinaria japonesa de modo a ofertar produtos derivados de petr�leo na �sia.
D�lar cede, em rea��o �s declara��es de autoridade do BC da China - O d�lar era negociado em baixa, ap�s o jornal oficial do Banco Popular da China (o banco central chin�s) informar que o pa�s deve reduzir suas reservas em d�lar e elevar o estoque de outras moedas estrangeiras, tais como o euro e o iene. Ap�s a not�cia, o euro cravou a cota��o m�xima desde agosto de 2008 e, �s 8h23, avan�ava 0,20%, a US$ 1,5038. Ante o iene, o d�lar ca�a 0,36%, a 91,73 ienes. Na �sia, o d�lar fechou a 6,8278 yuans, de 6,8285 yuans na �ltima sexta-feira.
T�quio e bolsas asi�ticas fecham em alta - A Bolsa de T�quio fechou em alta de 0,8%, ajudada pelos ganhos em exportadoras, como Honda e Toyota. Na dire��o oposta, a Chiyoda, maior empresa de engenharia e constru��o do Jap�o, mergulhou 13% depois de reduzir sua previs�o de lucro a menos da metade (de 5 bilh�es de ienes para 2 bilh�es de ienes). Na �sia, a maioria dos mercados iniciou a semana em ligeira eleva��o, com fatores locais determinando os resultados das bolsas da regi�o. N�o houve negocia��es em Hong Kong por ser feriado. O �ndice Xangai Composto ganhou 0,1%. A divulga��o de que o PIB da Coreia do Sul cresceu 2,9% no terceiro trimestre em rela��o ao segundo trimestre, e 0,6% sobre o mesmo per�odo do ano passado, levou o �ndice Kospi da Bolsa de Seul a ter alta de 1%.
PIB da Coreia do Sul tem maior alta desde 2002 - A economia da Coreia do Sul cresceu no seu ritmo mais r�pido em sete anos e meio no terceiro trimestre de 2009. Os n�meros surpreenderam analistas e suscitaram um debate sobre quando o Banco da Coreia (banco central do pa�s) dever� elevar as taxas de juros. O Produto Interno Bruto (PIB) do pa�s subiu 2,9% entre julho e setembro deste ano, ajustado sazonalmente, ante alta de 2,6% registrada no trimestre anterior. O desempenho foi o melhor desde o primeiro trimestre de 2002, quando a economia sul-coreana cresceu 3,8%. Na compara��o com o mesmo per�odo do ano passado, o PIB teve expans�o de 0,6%, depois de um contra��o de 2,2% no 2� trimestre. Essa foi a primeira vez em quatro trimestres que a economia sul-coreana apresentou crescimento, em base anual. Os economistas tinham previsto uma alta de 2,1% do PIB no trimestre e uma queda de 0,2%, no ano.
D�lar avan�ou 0,17% e Bovespa recuou 1,72% na semana do IOF
Na sexta-feira, Ibovespa acompanhou ajuste negativo de NY - O mercado em Wall Street operou de maneira bastante interligada na sexta-feira, especialmente no per�odo da tarde, quando as a��es inverteram o sinal de alta e mergulharam. O avan�o do d�lar imp�s realiza��o de lucros nos pre�os do petr�leo, que ca�ram, afetando, por sua vez, os pap�is dos setores de energia e mat�rias-primas nas bolsas. Dow Jones e S&P 500 tiveram perda de mais de 1%, em uma sess�o de liquidez fraca. O Ibovespa acompanhou o ajuste em Nova York e, com o impacto da queda do petr�leo nas a��es da Petrobras, caiu 1,63% aos 65.058,84 pontos. Na semana, o �ndice paulista recuou 1,72%, afetado em parte pela taxa��o de IOF de 2% na entrada de capital externo para renda fixa e vari�vel. No m�s, entretanto, o �ndice da bolsa brasileira ganha 5,76% e, no ano, +73,26%. O giro financeiro da sexta-feira foi de R$ 6,02 bilh�es.
Fluxo positivo fez d�lar recuar ante real - Apesar da corre��o positiva em rela��o a outras moedas, o d�lar cedeu ante o real, diante do fluxo positivo e influenciado pela for�a dos vendidos em d�lar futuro. O d�lar no mercado dom�stico oscilou em terreno negativo na sexta-feira e fechou a R$ 1,7127 (-0,71%) na BM&F e a R$ 1,713 (-0,70%) no balc�o. Na semana, a moeda americana teve valoriza��o de apenas 0,17% no balc�o, devolvendo quase toda a press�o decorrente do in�cio da cobran�a de IOF na ter�a-feira. O giro financeiro total registrado no Sisbacen �s 18h20 somava cerca de US$ 2,313 bilh�es, dos quais US$ 2,177 bilh�o em D+2.
Juros tiram press�o de pr�mios nos contratos de curto prazo - No mercado de juros, o IPCA-15 de outubro (+0,18%), aqu�m do piso das previs�es, ampliou o movimento de queda das taxas futuras, refor�ando o cen�rio benigno de infla��o e a perspectiva de Selic est�vel nos pr�ximos meses. Ao t�rmino da negocia��o da BM&F, o DI janeiro de 2011 encerrou em 10,25%, ante 10,28% na quinta-feira. O DI julho de 2010 fechou em 9,10%, de 9,14% quinta-feira. O DI janeiro de 2012 terminou em 11,50%, de 11,59% no fechamento e 11,57% no ajuste no dia anterior. Na sexta-feira da semana passada, estes contratos fecharam, respectivamente, nos seguintes n�veis: 10,43%, 9,31% e 11,59%.
(Equipe AE)