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Boletim Abertura p/06/11/09 :

 

08:35 ABERTURA: CAUTELA PREVALECE NOS MERCADOS, À ESPERA DO PAYROLL

São Paulo, 6 - A contagem regressiva dos mercados para o payroll de outubro está perto do fim. O relatório, que será divulgado pelog overno dos EUA às 11h30 (de Brasília), deverá trazer um corte de 175 mil vagas, um número menor que o registrado em setembro (-263mil) e em agosto (-201 mil). Mas a taxa de desemprego no país segue caminhando rumo aos dois dígitos e deve ficar em 9,9%. Os números deverão dar uma ideia mais clara sobre o ritmo de recuperação da economia norte-americana, que vem exibindo sinais de melhora na atividade, contagiada pelos programas de estímulo do governo Obama ao consumo. Embora os dados mostrem vigor no mês passado, o início deste mês tem sido marcado por uma série de anúncios de companhias - entre elas IBM, GM e HSBC - que farão cortes em massa de funcionários. Enquanto aguardam o dado, os índices futuros e as bolsas europeias operam próximos à linha d’água. Mais cedo, ventos favoráveis vindos de balanços trimestrais positivos, sobretudo da British Airways e da resseguradora Hannover Re, chegaram a animar os investidores. No mercado de moedas, o euro apresentava leve oscilação, antes do payroll, assim como o petróleo. Na Ásia, o banco central da Austrália disse que a economia do país vai crescer quase três vezes mais que o previsto anteriormente e sinalizou que continuará com o processo de aperto monetário. Payroll e taxa de desemprego nos EUA são destaques - O Departamento do Trabalho dos EUA divulga o relatório mensal de emprego em  outubro, com o saldo líquido de postos de trabalho e a taxa de desemprego no país. Analistas estimam um corte de 175 mil vagas e uma alta de 0,1 ponto porcentual na taxa de desemprego, para 9,9%. Ainda na agenda de indicadores econômicos, saem os estoques no atacado e o crédito ao consumidor, ambos referentes a setembro. Em relação à safra de balanços, dois dos maiores gestores de fundos hedge, a Fortress Investment Group e a Blackstone, divulgam seus resultados trimestrais e devem voltar a apresentar números positivos.

Gafisa: lucro consolidado cresce 340% no 3º tri para R$ 63,717 mi - A incorporadora Gafisa obteve lucro líquido consolidado de R$ 63,717 milhões no terceiro trimestre de 2009, alta de 340% sobre o mesmo período do ano passado, quando registrou R$ 14,471 milhões. A receita operacional líquida totalizou R$ 877,101 milhões no trimestre, 131,4% maior que no terceiro trimestre de 2008 (R$ 378,986 milhões). Já o Ebitda ajustado com despesas de plano de opções, que representa uma despesa não-caixa, foi de R$ 179,1 milhões, 157% maior que os R$ 69,8 milhões do terceiro trimestre de 2008, com uma margem ajustada de 20,4%, ante margem de 19% no terceiro trimestre de 2008. Os resultados incluem as construtoras Tenda e Alphaville.

Lojas Americanas: lucro líquido salta 444% para R$ 36,5 mi 3º tri - Lojas Americanas registraram no terceiro trimestre de 2009 lucro líquido de R$ 36,5 milhões, 444,8% maior na comparação com os R$ 6,7 milhões anotados no mesmo período de 2008. A receita líquida consolidada alcançou R$ 2,006 bilhões, alta de 20,5% ante o terceiro trimestre de 2008. O Ebitda consolidado foi de R$ 221,6 milhões, o que representa um aumento de 9,8% na mesma base de comparação. A margem Ebitda ficou em 11%, 1,1 ponto porcentual menor que no 3ºtri08. A despesa financeira líquida caiu 24,9%, para R$ 90,5 milhões.

B2W: lucro líquido cai 38% no 3º tri para R$ 13,481 milhões - A B2W, empresa de varejo eletrônico resultante da fusão entre Americanas.com e Submarino, teve lucro líquido no 3º trimestre de 2009 de R$ 13,481 milhões, o que representa uma queda de 38% ante os R$ 21,829 do mesmo período de 2008. A receita líquida consolidada registrou crescimento de 26% no 3º tri, para R$ 998,9 milhões. O Ebitda avançou 2%, para R$ 111,072 milhões, entretanto a margem caiu para 11,1% ante 13,8% no 3ºtri08, ou seja -2,6 pontos porcentuais.

O resultado financeiro líquido foi de uma despesa de R$ 61,846 milhões, 27% maior que a de R$ 48,597 milhões no mesmo período do ano passado.

Veja abaixo outros dados da agenda nacional e detalhes sobre o comportamento do mercado internacional neste início do dia:

Meirelles participa às 9h do Bradesco Day 2009 em Londres - O presidente do BC, Henrique Meirelles, participa às 9h (7h de Brasília) do Bradesco Day 2009, em Londres, que terá também a presença do presidente do banco privado, Luiz Carlos Trabuco Cappi. Meireles estará, com o prefeito da City londrina e o presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, no almoço de comemoração pela abertura do escritório da bolsa na capital britânica.

IBGE divulga produção industrial regional às 9h - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de setembro.

Gabrielli e Lobão participam às 10h de seminário em Salvador - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, participam às 10h do seminário O Brasil na Era do Pré-Sal, em Salvador.

Light divulga balanço após fechamento - A Light, empresa de energia que atende o mercado do Rio, divulga balanço do terceiro trimestre do ano após o fechamento do mercado.

Mantega reúne-se às 20h com ministros de finanças do G-20 - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reúne-se às 20h (horário local) com ministros de Finanças e presidentes de BCs do G-20, em St. Andrews, na Escócia.

BC faz operação compromissada - O Banco Central realizará operação compromissada com rentabilidade prefixada. No leilão, serão oferecidos até R$ 6 bilhões em LTN com vencimento em 1º/7/2010 e 1º/7/2011; NTN-B para 15/5/2011, 15/11/2011, 15/8/2012, 15/5/2013, 15/8/2014, 15/5/2015, 15/5/2017, 15/8/2020, 15/5/2035 e 15/5/2045 e NTN-F com vencimento em 1º/1/2011, 1º/1/2013, 1º/1/2014 e 1º/1/2017. A liquidação financeira da venda desses títulos será feita na próxima segunda-feira, dia 9 de novembro, e a recompra será em 10/5/2010. O leilão acontece das 12 horas às 12h30. O preço de venda será informado às 11h30 e o resultado da transação será divulgado a partir das 12h30.

Mercados em alta moderada, antes de dados de emprego nos EUA

Futuros de NY e bolsas europeias perto da linha d’água - Os índices futuros das Bolsas norte-americanas estavam perto da linha d’água agora há pouco, com o foco voltado para o relatório do mercado de trabalho nos EUA. Mais cedo, a leve alta em Nova York animava os negócios na Europa, onde os resultados corporativos anunciados também contribuíam para a terceira sessão seguida de ganhos. O setor financeiro operava no azul, impulsionado pela alta de 3%, mais cedo, das ações da Hannover Re, após a resseguradora sair de um prejuízo no terceiro trimestre do ano passado para lucro de US$ 237 milhões em igual período deste ano. O RBS ganhava 1,4%, diante de afirmações do banco de que as perdas no trimestre passado foram reduzidas, em relação ao período imediatamente anterior, em meio à estabilização da margem líquida de juros, resultando em perdas operacionais de 1,53 bilhão de libras esterlinas, ante 3,53 bilhões de libras esterlinas no segundo trimestre. Também embaladas pelo balanço trimestral, as ações da British Airways subiam 5,2% mais cedo. Às 8h31, o futuro do S&P 500 caía 0,02% e o Nasdaq 100 futuro perdia 0,04%. Na Europa, Londres tinha alta de 0,10%. Paris apagou os ganhos e cedia 0,22%, enquanto Frankfurt caía 0,17%.

Euro e petróleo sobem, de olho em payroll - No mercado europeu de moedas, o euro exibia leve ganhos em relação ao dólar, enquanto a libra esterlina era negociada praticamente estável. Para um estrategista sênior do BNY Mellon in New York, o euro tem força para alcançar o nível de US$ 1,50, se os números do payroll vierem em linha com o esperado. Porém, se a taxa de desemprego subir acima de 10%, o impacto psicológico de tal nível poderia assustar os investidores e abalar os mercados acionários, de moedas e de commodities, levando-os a uma reversão. Às 8h12, o euro subia 0,16%, a US$ 1,4901; enquanto a libra esterlina ganhava 0,04%, a US$ 1,6612. Mas o dólar caía 0,18%, a 90,54 ienes.

Bolsas de Tóquio e da Ásia fecham em alta - A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,7%, sob influência dos ganhos da véspera em Nova York. Depois do fechamento dos negócios, a Nikon anunciou que seu resultado no trimestre de julho a setembro recuou para um prejuízo de 13,7 bilhões de ienes (US$ 151,381 milhões), de um lucro de 15,7 bilhões de ienes no mesmo período ano anterior, mas a companhia manteve sua projeção para o ano fiscal, de um prejuízo líquido de 21 bilhões de ienes (US$ 231,979 milhões). Já a NEC, fabricante de equipamentos para computadores e redes, tornou-se a última empresa do Japão a recorrer ao mercado de ações, anunciando que levantará até 134 bilhões de ienes (US$ 1,48 bilhão) com uma oferta pública, equivalente a mais de um quarto dos seus papéis em circulação. As ações da companhia chegaram a cair, mas fecharam em alta de 10%. Na Ásia, a maioria dos mercados asiáticos encerrou em alta, acumulando ganhos na semana. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,6% hoje e acumulou valorização de 0,4% na semana. Em Xangai, a Bolsa chinesa avançou pelo sexto pregão consecutivo, liderada pelas ações dos setores imobiliário e de cimentos. O índice Xangai Composto ganhou 0,3% e encerrou aos 3.164,04 pontos, a maior pontuação desde 11 de agosto - na semana, o índice avançou 5,6%.

BC australiano vê expansão mais rápida do PIB e alta do juro - O Banco Central da Austrália (RBA) elevou sua perspectiva de crescimento econômico do país para 1,75% em 2009 e 3,25% em 2010, ante previsões de altas de 0,5% do PIB neste ano e 2,25% do PIB no ano que vem. A autoridade monetária também sinalizou que vai continuar liderando o processo mundial de aumento da taxa básica de juros, ao afirmar que a “progressiva diminuição do estímulo monetário é provável que seja necessária ao longo do tempo”. Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 subiu 1,9% e fechou aos 4.594,0 pontos. No mercado de moedas, o dólar australiano era negociado a US$ 0,9139, de US$ 0,9054 ontem.

Exportação de minério de ferro pela Índia cresce 88% - As exportações de minério de ferro da Índia em setembro cresceram 88%, ante igual mês de 2008, para 6,25 milhões de toneladas métricas, informou a Federação das Indústrias Mineradoras do país. No período de abril a setembro, as exportações indianas do produto somaram 45 milhões de toneladas, um volume superior aos 39,8 milhões de toneladas exportadas em igual período de 2008.

Bolsas tiveram alta firme ontem, véspera do payroll; dólar e juros caíram Dados do auxílio-desemprego nos EUA estimularam Bolsas - A véspera da divulgação do payroll nos EUA foi marcada pelo otimismo nos mercados de ações pelo mundo. O ânimo foi garantido pela queda de 20 mil pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na semana passada, muito acima do recuo esperado, de 5 mil pedidos. Em Wall Street, os índices aceleraram os ganhos na hora final da sessão. O Dow Jones voltou a romper em o nível dos 10 mil pontos e teve variação positiva de 2,08%, enquanto o Nasdaq subiu 2,42% e o S&P 500 avançou 1,92%. A Bovespa igualmente ampliou a alta nos últimos minutos para encerrar com valorização de 1,41%, aos 64.815,72 pontos. O giro financeiro totalizou R$ 5,464 bilhões.

Juros futuros cravaram novo pregão de queda - O declínio do uso da capacidade instalada da indústria brasileira apurado pela CNI em setembro reforçou a percepção deixada pelos números da indústria divulgados pelo IBGE esta semana de que a atividade cresce a um ritmo não inflacionário que possa pressionar a Selic nos próximos meses. Ao término da negociação estendida da BM&F, o DI janeiro de 2011 mantinha o nível de 10,13% (mínima) da negociação normal, de 10,22% na véspera. O DI julho de 2010, perto de romper a marca de 9%, projetava 9,03%, de 9,07% na quarta-feira. O DI janeiro de 2012 recuou de 11,58% no fechamento ontem para 11,52%.

Dólar à vista teve a terceira baixa seguida - A queda ante o real foi motivada pela volta do apetite por risco no exterior, mas também limitada pela expectativa sobre eventuais medidas cambiais no Brasil. O pronto encerrou em baixa de 0,35%, cotado a R$ 1,7220 no balcão, e de 0,27%, a R$ 1,7233, na BM&F. Em novembro, a moeda no balcão apura baixa de 1,94% e, no ano, perde 26,25% ante o real. O giro financeiro total diminuiu 28%, para cerca de US$ 1,617 bilhão, dos quais US$ 1,495 bilhão em D+2.

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